História
A Freguesia de Santo Antônio de Lisboa nasceu com o nome de Nossa Senhora das Necessidades de Praia Comprida e hoje incorpora, além de Santo Antônio, Cacupé, Sambaqui e Barra de Sambaqui.
Santo Antônio de Lisboa localiza-se a noroeste da Ilha de Santa Catarina, município de Florianópolis. Ocupado inicialmente pelos índios Guaranis, a partir
da virada do século XVII para o XVIII foi recebendo imigrantes açorianos.
Por volta da metade do século XVIII foi construída a igreja de Nossa Senhora das Necessidades, em terreno doado pela família Manso de Avelar. Ainda existem na região construções típicas
deste período.
Em função de sua localização geográfica, Santo Antônio torna-se porto e posto de alfândega onde se dá o comércio com os viajantes e navios estrangeiros.
No século XIX, Santa Catarina recebeu portugueses do continente, espanhóis, franceses, italianos, alemães, belgas, austríacos, gregos e sírios;
20% da população é de descendentes de africanos livres que ao norte de Sambaqui se estabeleceram na Praia do Quilombo.
Todas as Ilhas dos Açores contribuíram com imigrantes (cerca de 75%) que lá viviam de agricultura e pecuária e aqui passam a viver também da pesca.
Dos açorianos herdou-se o linguajar e sotaque peculiar, a cerâmica, a renda de bilro, o forte sentimento de religiosidade, a literatura, além de festas e tradições culturais.
Hoje Santo Antônio de Lisboa é um dos 10 distritos que compõem Florianópolis, com uma extensão de 22,45 km² e tendo atualmente uma população residente e flutuante em torno de 8.000 pessoas.
O patrimônio existente são os casarios antigos, a Igreja de Nossa Senhora das Necessidades, o Engenho Andrade, o antigo Posto da Alfândega, a 1ª rua calçada do estado de Santa Catarina
e a fachada da casa onde se hospedou D. Pedro II na Praça Roldão da Rocha Pires.